A quase missão cumprida!

Olá a todos!

Depois de uma pausa para reflexão e ainda por motivos de trabalho e também pessoal, retorno ao blog em um momento em que o time de futebol do Vasco deixou os maus resultados para trás e, finalmente, conseguiu fazer com que seu nome, sua camisa prevalecessem nessa disputa nada animadora desta série B que, graças a DEUS, vai chegando em seu sprint final e, queiramos nós (vascaínos), de forma derradeira:para nunca mais retornarmos nela. Não que seja grande coisa (e não é de forma alguma!), mas já traz um alívio para todos, inclusive aos que já questionavam o acesso à série A, justo num campeonato que, de tão ruim e tão fraco que é, dá ao luxo de um time como o Vasco ficar rodadas jogando mal, obtendo resultados ruins e, ainda assim, não perder sequer a liderança em nenhuma rodada tão logo findada!

Confesso-lhes que sou do tipo de pessoa que tenta compreeder tudo, inclusive àquilo que dizem não haver explicação plausível. Com isso, se eu pude enxergar algo de bom nesta sequência ruim de cinco ou seis rodadas com resultados pífios a nível de Vasco afora outras tantas jogando muito abaixo do que o torcedor esperava foi justamente o fato de Jorginho ter enxergado a necessidade de uma renovação nesse onze principal, tal conforme já elucidara em meu último texto, faz quase um mês. Tecnicamente e até em relação a mercado, o Vasco não necessita mais de alguns elementos que muito colaboraram nessa campanha de 2016, que nos gratificaram com um título e mais de trinta jogos invictos, mas que já não rendem mais e, por essa razão, devem "transferir o bastão" aos jovens promissores que buscam seu lugar ao Sol, ou melhor, sua posição no mundo da bola, a começar pelo Vasco.

E para o Vasco, institucionalmente, chegou o momento adequado de dar vez aos tais, pois a missão de 2016 delegada a Jorginho e sua turpe já se mostra quase cumprida. O Vasco tinha de conquistar o bicampeonato estadual, e assim o fez, diria eu com sobras e coroado por uma campanha invicta.

O Vasco tinha OBRIGAÇÃO de ir bem na Série B, e assim faz, pois mesmo que questionado, JAMAIS perdemos sequer a liderança dessa competição, tal conforme escrevera anteriormento. Hoje, o time está há dez pontos do quinto colocado que, no fim é o que importa, ainda que creia que o título será questão de tempo, e o acesso já é uma quase realidade, não confirmada ainda pela Matemática, mas que os prognósticos e o próprio nome Vasco nos remete à tal certeza.  

O Vasco tinha OBRIGAÇÃO de cumprir um bom papel na Copa do Brasil, e assim fez, sendo eliminado por um dos melhores times do Brasil em condições pra lá de adversas e contestáveis por conta de (mais uma!) arbitragem que operou o time. Não havia certeza de que o Vasco chegaria ao terceiro gol diante do Santos na última quarta-feira à noite (há exato uma semana), mas tal conforme o episódio do "ladrilheiro" na final contra "o mais favorecido" em 1981, o Vasco crescia no jogo, criou todo um ambiente em sinergia com sua torcida para que o resultado fosse virado para que, no final, fosse subtraído o seu direito de lutar pelo resultado até o final do jogo. Aliás sobre isso, não houve maior repercussão por parte sequer da mídia carioca sobre esse episódio, talvez por medo com a comparação com o "ladrilheiro" e, daí, ter de citar o nome do arquirrival (muitos jornalistas, mesmo que vascaínos, possuem receio nisso por, talvez, contrariar os princípios editoriais de quem lhes paga), mas enfim, nenhuma novidade, pelo menos para mim…

Finalmente, o Vasco, capitaneado por Jorginho, tinha de começar a estruturar o plantel para o próximo ano, a começar por colocar para jogar esses novatos, dando-lhes rodagem e revelando-os para o clube e o mercado da bola. E assim, Jorginho está cumprindo, também. Hoje, o torcedor do Vasco olha com muita esperança os futuros de Alan Cardoso e Douglas Luís, em especial, que encaixaram muito bem nesse time e não por acaso a subida de rendimento de todo o time, ao ponto de vencer com domínio, tranquilidade e autoridade o vice-líder dessa competição no último sábado. E ainda crê que outros como Evander, Matheus Vital e Caio Monteiro, que já tiveram chances, possam ter outras novas até o final do ano, convencendo à torcida de que podem ser muito úteis para um novo time que PRECISA se formar para 2017. E não por "ego", "perseguição" a alguns veteranos ou outro motivo qualquer, e sim, pela NECESSIDADE de se ter um time mais dinâmico e veloz para um campeonato de primeira linha.

Óbvio que não é somente desses jovens e sem relegar a importância (ainda) de veteranos tais com Martín Silva, Rodrigo, Nenê e Andrezinho em especial que iremos compor um plantel competitivo para o próximo ano. Haverá a necessidade de prospecção de talentos pelo mundo da bola. Mas sem dúvida, a missão delegada de momento  – mais uma – está sendo cumprida, indicando tendências e esperanças de um próximo ano mais tranquilo.

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E, nesse momento, gostaria de destacar (mais uma vez) o trabalho de Jorginho. Não é novidade para ninguém que, de todas essas tais missões, a que aparentemente seria menos complicada seria o retorno à série A. Ainda assim, deverá cumprir com sobras, assim como as demais já citadas em presente texto!

E tal destaque é merecido! Confesso-lhes que, ainda que tenha o criticado também por certas escolhas feitas em alguns momentos, as críticas ao seu trabalho ganharam tons supervalorados devidos a alguns resultados obtidos. Ao ponto de matérias de supostos "rachas" no grupo vascaíno tenham sido veiculados sem o menor pudor pelas mídias que, historicamente, adoram esse tipo de postagem envolvendo o nome do clube (Eles São Porcaria Nenhuma foi uma delas), dando a Jorginho quase que a totalidade da responsabilidade sobre esse suposto "fato". E de a torcida do Vasco sugerir Fernando Diniz, técnico do Oeste, DÉCIMO-SEXTO LUGAR, QUASE Z4 nesse certame em seu lugar!

Evidente que Jorginho deve ter tido o respaldo de quem está acima dele hierarquicamente para esses momentos difíceis, mas Jorginho soube manter a paz, a serenidade e contornar essa maré turbulenta. Aliás como tem sido sua postura desde que chegou ao clube. Seus méritos vão, ainda, por ter ele (Jorginho) feito o simples nesses últimos tempos, ao invés de certas invenções que, vez ou outra, fazia e que não surtia o efeito desejado.

Ao invés destas, Jorginho escalou o básico, simplificou sua vida, colocou a juventude em jogo e retornou ao caminho das vitórias. Pode ser que não entregue tudo que a torcida desejava para esse ano (a Copa do Brasil era um sonho para nós), mas tem tudo para entregar, depois de muita luta, grande parte do que se desejava. Tal conforme o próprio disse em sua última coletiva de imprensa após o jogo contra o Atlético-GO, "deixando um legado" para quem, no futuro, vier a assumir seu posto. Pode não significar muito a priori para a torcida, mas quantos técnicos que passaram por nosso clube, alguns com mais mídia como Paulo Autuori em 2013, que não conseguiram sequer cumprir o básico desejado?!

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Encerro o texto de hoje com meu sentimento de PROFUNDO AGRADECIMENTO ao time de basquetebol do Vasco, que depois de nove anos, retorna à quadra para voltar aos bons tempos e derrotar o arquirrival, em uma competição amistosa, sim, aquecimento da NBB, mas que, para quem LUTOU pelo nosso retorno e quem APOIOU o projeto, significa DEMAIS essa conquista!

Digo a todos que sou um apaixonado por Basquete, tendo inclusive não me sentido bem diante de uma das finais contra o Flamengo em tempos remotos! Mesmo que, na épooca em que o Vasco era visto tão somente como um clube meramente de futebol entre 2008 e 2014, jamais desisti de sonhar com a volta do Vasco aos tempos áureos nesse esporte. Mesmo sabendo de toda a dificuldade, mesmo sabendo que o futebol é o "carro-chefe" dos clubes, mesmo sabendo que, no fim, de nada adianta ir bem no Basquete e mal no Futebol…ainda assim, vale MUITO a pena ver nossa marca BEM representada, tal como temos (agora, ainda mais) esperança que será no próximo NBB! 

Parabéns aos joggadores, ao treinador, ao VP de Esportes de Quadra Fernando Lima, e à diretoria do Vasco também, que entre críticas e acertos, lutou por isso e fez o sonho voltar à realidade!

#ELESTREMEM

 @crismariottirj

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About the Author

Cristiano Mariotti
Cristiano Mariotti
Mestre em Ciências em Sistemas Computacionais, Consultor e Professor em TI. Carioca de família portuguesa, nascido e criado em Jacarepaguá, adoto São Januário como meu segundo lar e levo a cruz-de-malta em meu peito desde que eu nasci.