E eu escolhi ACREDITAR…

Olá a todos!

Confesso-lhes que estive afastado durante estes últimos meses não somente por razões profissionais, como também pelo fato de que já não suportava mais ter de escrever em momentos ruins de nosso clube! Na medida em que os fatos vão se “desenrolando” e que não há mais nada a dizer do que fazer a crítica justa e necessária, parece para muitos que a pessoa se torna uma “pessimista contumaz”, “disseminadora do caos” ou até “politiqueira”, dependendo de seu posicionamento político perante a instituição! Deste modo, o melhor a fazer é calar, observar, analisar e depois, com calma, retornar aos poucos, sempre que possível for coincilar nossa rotina de “blogueiro” com a de Professor e tantos outros afazeres que temos, enfim…

Mas vamos chegando a um momento decisivo, tanto em campo-e-bola no nosso esporte que é o carro-chefe dos demais clubes brasileiros como, também, fora dele, nos bastidores do clube. Sobre este primeiro que é no qual eu darei um foco de luz agora, venho dizer que, após mais de nove meses de planejamento (se é que teve) ruim no futebol e mudanças (a maior parte delas) necessárias, chegamos a um momento de amadurecimento neste atual campeonato brasileiro. Entre outras palavras, o Vasco entrou com dois focos neste atual certame, por mais que a diretoria atual discurse de forma diferente. A parte majoritária de nossa torcida sabia, em seu interior, que os objetivos primários do Vasco seriam: o time se manter afastado da zona de rebaixamento e terminar, assim, de maneira honrosa a competição, pegando uma vaga na Copa Sulamericana, se possível, a fim de voltarmos a disputar uma competição internacional de grande valia após seis anos.

Com a troca oportuna de treinador (ADEUS, MM! SEJA FELIZ, MAS LONGE DO VASCO!) e a chegada de reforços pontuais, o time do Vasco ganhou corpo e alma. Chegamos a um momento da competição em que a equipe parece ter formado uma base, se não sólida para disputa de títulos, pelo menos para cumprir tranquilamente às missões iniciais! E que, de fato, ao que parece serão cumpridas antes do previsto e até com relativa tranquilidade, em que pese este certame em específico possuir uma peculiaridade que há tempos não se via, que é a do “bolo” formado entre os clubes que estão próximos ao “G7” e aos que estão à beira do “Z4”.

Alguns fatos, no entanto, para deixar a nós, vascaínos, um pouco mais otimistas e aliviados:  o Vasco passou somente UMA rodada na “zona da degola” (a primeira, depois da “enfiada de quatro” que aquele time tomou perante o Palmeiras) e não mais por lá esteve! Além disso, o Vasco chegou a ficar no antigo “G6” (virou “G7” e pode, quem sabe, até virar “G8”) por três rodadas, além de ter frequentado a lista dos “top ten” (primeira página da tabela de classificação) por mais de setenta por cento das rodadas. Levando em consideração os desajustes do time de nosso ex-treinador e o equilíbrio dado, em especial, ao setor defensivo com o novo comandante ao leme, é inimaginável uma queda tão brusca de produção ao ponto de frequentarmos, na última rodada que importa, a “zona da morte”! Sinceramente, creio que por este estágio, passamos e com certa tranquilidade…

Mas agora, dadas as condições deste campeonato e a não-existência de um grande time no papel e na prática, por que não nos permitirmos avançar um pouco mais? Ainda que saibamos das limitações de nosso elenco (são MUITAS!), por que não sonhar com um feito parecido com o do próprio Botafogo ano passado?! E com um diferencial: camisa e torcida, nós possuímos MUITO MAIS! Vide as torcidas no estádio ontem e a constatação, mais uma vez, do que já sabemos faz tempo…

Portanto, resta a nós uma missão neste final de competição: apoiarmos o time nas últimas dez rodadas decisivas, bem ao ritmo do mesmo “eu escolhi acreditar” de 2015! Só que…desta vez, não na fuga do Z4, e sim, na ida ao G7!

A base para 2018

Evidente que, independentemente de como termine esta competição, o Vasco de jeito algum pode quebrar esta base para composição do time em 2018! Afinal, TODOS os times campeões que vi nos áureos anos em que o Vasco era, de fato, Vasco, foram montados frutos da continuidade de trabalhos do ano anterior!

Martín Silva e Ânderson Martins são dois jogadores que cabem em, pelo menos, oitenta por cento dos clubes da série A como titulares. Brenno parece que compôs bem com Ânderson, e Ramón voltou muito bem ao clube, sendo um lateral esquerdo que pode não ser craque como Marcelo e tantos outros, mas que joga na maior parte dos clubes brasileiros da elite, também. Mádson voltou a jogar um futebol honesto, aliás sobre este, é um típico caso em que uma reserva coube maravilhosamente bem para o próprio! Com a linha defensiva totalmente renovada e um treinador equilibrado e admirado por todos, o Vasco passou a não mais tomar a absurda média de  mais de dois gols por jogo, o que justifica a subida de produção. E se há algo que sempre vi na formação dos times do Vasco campeões e outros tantos mais é que todos se formaram a partir da composição de uma defesa sólida, portanto, não precisa ser “JÊNIO” (com J MESMO!) para compreender…

É notório que precisamos de uma dupla de volantes de mais qualidade, mas acima disso, de um fogo ofensivo bem maior do que este! Nenê chegará ao seu limite extremo em 2018 e não estará presente em todas as partidas: já estará no auge de seus 37 anos, tal como Luís Fabiano, sendo este com o agravante de vir de uma contusão seríssima para sua idade e, ainda não totalmente em condições físicas e técnicas. Matheus Vital não é maduro, ainda, para assumir a titularidade absoluta: ainda requer mais rodagem e correção de seus erros, tal como contra o Botafogo. São estas duas posições, em especial, que precisam de reforços URGENTE, se a intenção for a de construir um time campeão em 2018…

O restante do elenco dá para compor com a prata-da-casa, em especial: Ricardo Graça, Henrique, Andrey, Bruno Consendey, Evander, Paulinho, Paulo Vítor entre outros que puderem ir se revelando.

Quanto à Thalles, deixo por último um comentário especial sobre este, e para tanto, vou parafrasear meu camarada Júlio César Teixeira, de Niterói: tem TUDO que um jogador precisa que não exige esforço físico – talento, qualidade e oportunidade! Não tem, no entanto, a RESPONSABILIDADE necessária para que fique em forma física adequada para um atleta de futebol! E lamento MUITO por isso, pois dentro de seu limite físico, fez um bom jogo diante do Botafogo: lutou, marcou saída de bola dos zagueiros, disputou bolas, chutou bola na trave, enfim…pena MESMO que ainda não quis se cuidar como se espera de um profissional de sua área!

Reta final

A torcida do Vasco ADORA o Maracanã, e o Maracanã é feito para o Vasco!  Com todo o respeito a São Januário e sem ofender aos “portugueses da padaria” que, junto com os operários do povão, ajudaram a erguer nossa casa: fica a cada dia mais evidente que clube GIGANTE precisa de palco GIGANTE para grandes confrontos com outros mais, e aqui no Rio de Janeiro, SÓ o Maracanã tem o tamanho e a “química” para atender aos anseios do que a torcida quer e o clube necessita! Portanto, fica mais um alerta quanto a este tema, em específico: se ninguém quer, QUE O VASCO POSSA QUERER! E MUITO…

Vou deixar meus sinceros cumprimentos, em especial, a duas pessoas: uma que tive o prazer de reencontrar, depois de algum tempo, no jogo de sábado contra o Botafogo: o conselheiro do clube Carlos Leão! Tal como o próprio me disse em rede social, já estivemos em lados opostos, mas estamos juntos agora, mais uma vez, e SEMPRE UNIDOS pelo amor MAIOR que é o Club de Regatas Vasco da Gama…

Meu outro cumprimento vai para o Dr. Alexandre Campello, a quem tive o enorme prazer em poder dar-lhe um abraço no setor Leste Inferior do estádio ontem! Estamos juntos nessa, e ainda creio numa junção de forças bem maior! Por um Vasco ainda mais forte, em 2018 e no porvir!

@mscmariottI

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About the Author

Cristiano Mariotti
Cristiano Mariotti
Mestre em Ciências em Sistemas Computacionais, Consultor e Professor em TI. Carioca de família portuguesa, nascido e criado em Jacarepaguá, adoto São Januário como meu segundo lar e levo a cruz-de-malta em meu peito desde que eu nasci.