ELAS & O PROFESSOR – TERESA CRISTINA

 

A entrevista de Janeiro de 2017, com a cantora Teresa Cristina é dedicada à minha amada, portelense e vascainíssima Úrsulla Rocha. Te Amo filhota!

 

TERESA CRISTINA MACEDO GOMES, 48 anos, portelense, pisciana, professora (formada em Letras, pela UERJ) e cantora, Teresa Cristina como é conhecida começou a vitoriosa carreira nos Bairros da Lapa e Madureira. Inicialmente curtia um som mais pesado como Iron Maiden e Van Halen, mas um amigo da faculdade lhe presenteou com um disco de Candeia e de lá para cá a paixão pelo samba falou mais alto. O irmão mais velho vascaíno influenciou na escolha do time, embora suas duas irmãs tivessem feito de tudo para ela torcer para o time da Gávea. Teresa, além de extremamente simpática e educada é uma vascaína de raiz.

 

O que te levou a ser vascaína?

O time do Vasco de 1976. O Mazarópi pegou um pênalti do Zico, mas independentemente do resultado do jogo eu decidi torcer para o Vasco, que foi campeão no ano seguinte, justamente em cima do Flamengo.

 

No DVD Vamos Todos Cantar de Coração, gravado em 2011, logo após a conquista do título da Copa do Brasil, quem escolheu a música que você cantou (versão adaptada de Ana Júlia, de Los Hermanos)?

Não fui eu. Foi uma noite de paz e alegria. Com certeza um momento especial como torcedora cantar essa canção.

 

Você vai a São Januário com frequência?

Vou sim, e ao Maracanã também.

 

O entorno do Estádio poderia ter uma revitalização?

Arquitetonicamente merece, mas o ideal é o Estado dar as condições necessárias para as pessoas que moram ali. Mas posso lhe garantir que me sinto muito mais segura na Barreira do Vasco, do que na Praia de Botafogo, às 22 horas.

 

É preciso transformar o Caldeirão em uma Grande Arena?

Não acho, porque não há nenhum estádio no Brasil que se fique tão perto dos jogadores. Lá os atletas ouvem tudo, de forma positiva ou negativa. Essa diferença de calor humano é muito legal.

 

Qual foi uma partida que marcou a sua vida de torcedora?

Uma foi a partida de 1988, quando o Cocada entrou em campo, marcou gol e foi expulso. Tudo isso em cinco minutos. Aquele jogo sai da faculdade (Letras, na UERJ) e fui sozinha assistir o Vascão jogar. A outra eu assisti pela TV. O Flamengo jogava por três empates para ficar com o título. Era o segundo jogo e o placar estava empatado em 0 a 0. A torcida rubro-negra cantarolava: “Está chegando a hora…” Até que aos 44 minutos do tempo complementar a bola parou em uma poça no meio do gramado. O Dinamite (Roberto) deu uma corrida, alcançou e conduziu ela, marcando o gol da partida. A partir daí quem cantou de galo foi o Vasco. Isso tudo debaixo de muita chuva.

 

O que você espera do plantel em 2017?

Que não passe vergonha. Porque, até aquele atleta considerado ruim não tem culpa de vestir a camisa do Vasco. A “infração” foi de quem o contratou.

 

Você acredita no tricampeonato de futebol?

Claro. Estamos embalados. E outra coisa: moralmente já somos, porque em 2014 fomos garfados.

 

Esse ano tem eleições para a presidência do clube, quem seria o mandatário ideal?

Qualquer um, menos o Eurico (Miranda), ou que tenha ligação com ele. Nem sei o que esse sujeito ainda faz no Vasco da Gama. Ele é mentiroso, a torcida vascaína espera pelo presente de natal até hoje.

 

Qual o jogador (de todos os tempos) é a cara do Vasco da Gama?

Tem vários. Carlos Germano. Roberto Dinamite. Mauro Galvão (embora tenha uma relação forte com o Grêmio). A dupla Marco Antônio e Zanata. Juninho (Reizinho). Geovani, que passou a melhor fase da vida dele no Vasco. Da nova geração o Philippe Coutinho. Mas ouvindo e vendo a reação da torcida quando o assunto é Edmundo vejo a força que um ídolo tem. Ele é um mito de carne e osso.

 

Qual a maior alegria e a pior decepção?

A maior alegria foi a Libertadores, mentira (risos). Foi quando o Vasco goleou o Flamengo por 5 a 1, em plana Páscoa, dando um verdadeiro chocolate. A decepção foi perder o Mundial aqui no Maracanã.

 

O que significam as oito estrelas em cima da Cruz de Malta no uniforme vascaíno?

Não tenho a mínima ideia. Gostaria até de saber.

 

Já pensou em compor uma melodia para o Gigante da Colina?

Várias vezes. Mas nenhuma canção para o Vasco ficou à altura de meu amor por ele.

 

FOTOGRAFIAS BY LUIZ CARLOS ROCHA, MESCLADO COM IMAGENS DE INTERNET.

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About the Author

Prof. Luiz Carlos Rocha
O Prof. Luiz Carlos Rocha é o Jornalista responsável pelo Webvasco.com (26153 MTB/RJ) com pós-graduação em jornalismo esportivo, além de ser Fotógrafo profissional. Entre sua vasta experiência profissional, estão a Revista Amiga e o Jornal dos Sports. Você pode encontrá-lo no Facebook clicando aqui!