BATENDO O MARTELO

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Os problemas que levam o Vasco a estar na posição que está no atual certame brasileiro vão muito além do campo de jogo. Muitos focam o elenco e o técnico como a causa, mas na verdade, vejo neles a consequência, o reflexo do que ocorre fora de campo. Tal como na gestão anterior.

Dinheiro não há para grandes contratações, e os nomes mais valorosos que chegam são os que terão sua última chance no Vasco antes que caírem no total ostracismo, como são os casos de Dagoberto e Jorge Henrique. Outros chegam vindo do exterior sem terem jogado a um nível de competitividade equiparado com o futebol brasileiro, como são os casos de Andrezinho (vindo da Ásia) e Herrera (Oriente Médio). Evidente que não será a curto prazo que irão se readaptarem ao nível de competição tupiniquim.

Quanto ao técnico, nem seu forte que eram as dez primeiras partidas ele conseguiu obter os pontos necessários. Não será agora que obterá, portanto e como diz o linguajá popular, "já deu"! Reforça-se a esse pensamento o fato de ter treinado dez dias seguidos, sem interrupções, não havendo agora as desculpas de falta de tempo para treinar. O que o Vasco apresentou ontem é inaceitável para quem teve tempo e apoio da diretoria, por mais pobre tecnicamente que o elenco seja.

Ontem, presenciei uma saída como se fosse um velório que tivera acontecido, com o sepultamento e o retorno para casa. Quando o time perde, a torcida costuma sair, esbravejando, botando toda sua irritação para fora. Ontem, foi diferente: ao descer as rampas do Setor Sul C (onde eu acompanhei aquilo que foi chamado de "jogo", mas que foi uma verdadeira "pelada"), NENHUM COMENTÁRIO. Na condução retornando para casa, idem. A torcida não tem mais o que dizer: sente o momento. A maioria (tal como eu) não crê mais: "jogou a toalha". Se matematicamente ainda dá para reverter, na prática as coisas não são bem assim: não acontecem. O que esperar de um time que não sabe fazer o básico que é vencer um time tão ruim ou pior, com uma camisa muito menos pesada do que a nossa, com campo e torcida a favor?!

Definitivamente, dou o veredicto de minha parte. Sei que no fundo somos um pouco juízes nessa vida, tal como torcedores também, mas se a emoção de torcedor ainda nos remete a uma ponta de fé, a razão do pouco de juiz que carrego em mim me faz "bater o martelo":

09/08/2015 – O dia em que o Club de Regatas Vasco da Gama sacramentou a queda para a segunda divisão pela terceira vez em sua históriam por sinal a terceira em sete anos.

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Pano de fundo 1: sei que de teimoso ainda está arriscado que eu compareça a jogos como no próximo sábado, diante do Coritiba no Maracanã, ou ainda acompanhe pela TV o restante dos jogos. Uma relação de anos de amor não se apaga de uma hora para outra. Infelizmente…

Pano de fundo 2: Em casa que não tem pão, todos brigam e ninguém tem razão. Em clube à beira da extinção definitiva (institucionalmente como organização que zele pelos valores morais e respeito a si mesmo, o Vasco ACABOU faz tempo e o que nos resta é comemorar alguns lampejos de clube grande quando surgem), o melhor sempre estará sem a caneta na mão. Entendam como quiserem.

Pano de fundo 3: Assumo minha parcela de culpa. Aos puritanos vascaínos, que atirem as pedras que julgarem necessárias. Em momentos de crise enquanto eu ainda estiver acompanhando o Vasco, não tenho mansão em Angra, em Portugal ou no quinto dos infernos; não tenho gabinete em SJ; não sou político e nem dependo do voto de ninguém para me eleger a algo e ganhar a vida. Portanto, não me escondo!

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