Obstinação como referência

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E, mais uma vez infelizmente, o Vasco deixou de bater seu arquirrival, tecnicamente, mais enfraquecido no dia de ontem! E, mais uma vez, em circunstâncias tal como já víramos em ocasiões de outrora: quando teve o domínio do jogo, foi incapaz de converter tal controle em gols. Quando foi dominado, deixou o adversário não somente jogar, mas praticamente “apitar” o jogo, com as constantes reclamações dos jogadores adversários.

Em que pese os erros vascaínos (mais adiante, comento), o que presenciamos foi um empate arrancado no grito de Alecsandro, Léo, Éverton, Felipe e companhia. Não havia uma falta a favor do Vasco não contestada, assim como não havia um lance contra o Vasco em que não fosse pedido um cartão para nossos jogadores. E o fraquíssimo árbitro Rodrigo Nunes de Sá – mais um que faz parte dessa trupe de incompetentes (no mínimo) da comissão de arbitragem da FFERJ – se deixando levar, de forma parcial e passiva.

Como “prêmio” por tanta pressão, tivemos um jogador expulso e um empate que não refletiu os mais de sessenta por cento de posse de bola que esse time do Vasco se acostumou a ter perante seus adversários. Tal como não se refletiu tal rigorosidade aplicada contra os jogadores vascaínos em números, onde no retrospecto geral do prélio, ainda o adversário cometeu duas faltas a mais do que nossa equipe durante os mais de noventa minutos (Vasco 26 vs 28 Flamengo, em número de faltas cometidas, segundo http://esportes.r7.com/futebol/jogo-ao-vivo/campeonato-carioca-2014-fase-final/vasco-x-flamengo-06042014 ).

E lá iremos de novo, para um novo e decisivo prélio no próximo domingo! Sabendo que os adversários serão os mesmos, e ainda mais reforçados. Provavelmente, três dos quatro jogadores do rival que foram desfalques ontem estarão em campo. Estaremos sem o jogador mais voluntarioso de nosso ataque, Everton Costa. Para completar, Marcelo de Lima Henrique – mais uma vez, o próprio – estará no apito, e só sua presença em jogos do Vasco já é um motivo de preocupação; contra o Flamengo, então, no qual o próprio Marcelo já possui sua foto compartilhada pelas redes sociais com a camisa do oponente há tempos…

Tudo isso só nos leva a uma certeza, dentre tantas incertezas que temos nesse momento: fortes emoções hão de vir! Mas o último capítulo, apesar do resultado “brochante” para a nossa torcida ontem, ainda não acabou e está LONGE de ser decidido! Contudo, para um final MUITO mais feliz, algumas providências serão essenciais…

O erro fatal

Tal como em um jogo de xadrez, qualquer movimento desnecessário, fora de hora ou omissão do mesmo dado por um jogador pode provocar sua própria derrota. Assim foi nosso técnico (mais uma vez!), Adílson Batista, ontem. Como “dono do lado do tabuleiro vascaíno”, foi talvez o ÚNICO a perceber que Éverton Costa seria expulso a qualquer momento, em face à pressão exercida sobre a arbitragem e à própria displicência do próprio Éverton, que não evitou o contato em lances que poderia ter evitado, Não tenho dúvidas de que foram ambos não os únicos, mas os principais responsáveis pelo empate, pois deram a “lenha na fogueira” necessária para que o árbitro fizesse algo que já estava sendo induzido a fazer.

Além disso, Adílson parece que possui uma aversão em mudar os rumos do time durante os jogos. Ou, simplesmente e é essa a hipótese no qual mais acredito, enxerga mal aos jogos, além de não possuir um auxiliar capaz de alertá-lo, pelo menos, do óbvio, que seria a expulsão natural do citado jogador em face às observâncias acerca do clima do jogo e da forma como o mesmo estava sendo conduzido. Está em suas mãos, agora, achar um substituto para Éverton Costa, que passa MUITO LONGE de ser algum craque, mas que sem dúvida vinha sendo a peça ofensiva que mais incomodava à dupla Fla-Flu nessa fase decisiva do campeonato.

Como proceder?

Cessada a partida, sob o ponto de vista campo-e-bola, cheguei a pensar e a refletir durante alguns momentos. A primeira ideia que pairou em minha mente foi a de se criar um fato novo para o próximo domingo. E esse fato novo seria advindo de uma mudança radical em certos elementos do time que deixaram a desejar, e que também contribuíram para a não-vitória de ontem.

Tal mudança radical eu tiro como inspiração a decisão de 1982, e um novo “efeito Lopes”, quando na época o referido treinador sacou logo CINCO jogadores para a segunda partida, e que no final deu o resultado que todos desejavam. Não à toa pensei dessa forma, pois Marlon, Pedro Ken e Reginaldo me deram os argumentos necessários em defesa dessa ideia, além de Éverton Costa que, suspenso, não jogará.

Apesar de não acreditar que Adílson fará o que penso – e pautado em sua declaração publicada no site agora de manhã cedo, de que não fará muitas mexidas – creio que nenhum torcedor vascaíno acharia algum absurdo se Adílson escalasse, respectivamente, em seus lugares Diego Renan, Aranda e Montoya de início nesse confronto decisivo. A dúvida seria quanto ao jogador capaz de fazer a função de lado direito de campo que Éverton Costa faria. Confiar em Bernardo é tão incerto quanto mudar o esquema do time, pois assim seria em caso de que Thalles começasse jogando, e portanto na dúvida de qual incerteza apostar, daria (mais uma) chance a Bernardo, mantendo o esquema tático que vem agradando.

Mas a principal postura que espero de mude é a dos próprios jogadores. Não que eles tivessem sido “frouxos”, no entanto, poderiam ter chegado mais junto quanto às reclamações do adversário, tomando as mesmas atitudes dos jogadores do Flamengo e não deixando que os mesmos comandassem a partida de forma deliberada e soberana. Não sou um filósofo que ache que jogador tem que jogar somente futebol e que somente dessa forma o jogo é resolvido: a maior prova disso foi o quanto o time do Flamengo “ganhou no grito” nesse último confronto.

Portanto e sendo bem verdadeiro: em face de tudo isso que aconteceu e que sabemos que acontece no futebol, o Vasco terá que “gritar” tão forte conforme seu adversário se quiser sair campeão do Maracanã, no próximo domingo.

O fator extracampo

Afora os cuidados a serem tomados em campo, jogando com atitude, sem medo tal como ontem e sabendo reclamar na hora certa, impedindo de o Flamengo envolver mais uma vez o árbitro em suas contestações, fora de campo deve-se manter vigília sobre a FFERJ e sobre a própria mídia esportiva. Na primeira, externar mais uma vez todo descontentamento quanto ao tratamento dado ao Vasco pelos juízes, culminado em prejuízo ao time em quase todo jogo. Sobre a mídia esportiva, rebater de forma veemente cada indício de reclamação que brotar (de maneira injustificável) pela Gávea, e não deixar de responder à altura à alguma eventual matéria depreciativa que surja durante a semana.

Além disso, cabe a Rodrigo Caetano – como diretor-executivo de futebol – o DEVER de “blindar” a esse elenco durante essa semana de trabalho. Não deixar que alguma provocação ou que alguma matéria do mau jornalismo esportivo dando conta de eventuais “crises”, atrasos de salários entre outras cause instabilidade no grupo, mantendo-o focado somente na decisão que pode significar o rompimento de um jejum de onze anos sem o referido título, e ainda “de quebra” dar à geração de vascaínos nascidos de 1990 para cá o prazer de presenciar sua primeira conquista sobre o Flamengo em finais.

Tributo a Barbosa, a carta histórica e o Vasco de hoje

Na data de hoje há quatorze anos, falecia um dos maiores goleiros que o Brasil já conhecera. Barbosa era a cara do Vasco em TODOS os sentidos: vascaíno, negro e injustiçado. Esquecido, desprezado logo após a decisão de 1950 e a ele, de forma INJUSTA, atribuída toda a culpa por aquela derrota brasileira.

Foi também na data do dia 07 de abril que o Presidente vascaíno José Augusto Prestes enviou a carta histórica à antiga federação, em que repudiava o pedido de se tirar os atletas negros e menos favorecidos socialmente de seu time, ainda que a pena fosse a exclusão do campeonato, num gesto lembrado COM ORGULHO por todos os vascaínos, até hoje (Fonte:http://www.vasco.com.br/site/index.php/noticia/conteudo/4715/#.U0K2FvldXp4)

Não seria nenhum absurdo e com certeza compreensível se o Vasco utilizasse tal presente data que já é o marco de dois acontecimentos que jamais serão esquecidos se o Vasco enviasse uma nova carta, dessa vez, à FFERJ em repúdio total a toda essa bandalheira que dominou o futebol, em especial, o carioca, e comprometendo-se a não disputar mais nenhum torneio promovido futuramente por ela dependendo da forma de como a decisão do próximo domingo será conduzida.

“Toques finais”

1º) Não tenho dúvidas de que Rodrigo fora, disparado, a MELHOR contratação do Vasco para esse ano. Zagueiro experiente, voluntarioso, ótimo nas bolas altas e que passa tranquilidade para todos! Não é a toa que Luan, jovem zagueiro promissor, está se firmando a cada jogo mais, mostrando o zagueiro que SEMPRE foi quando nas divisões de base do clube.

2º) A maior prova da força de nosso sistema defensivo é que Martín Silva só foi ameaçado no chute indefensável de Paulinho quando no gol de empate do adversário. Sobre isso, será que alguém ainda vai sustentar a ideia de “falha” (sic!) de nosso camisa um mesmo quando um chute bem calibrado sai a 103 KM / H?!

3ª) Lamentável a falta de quórum do Conselho Deliberativo do Vasco quando, na última quarta-feira, por esse motivo deixou de votar a emenda no estatuto que impediria a propagação do “coronelismo” na política do Vasco, razão pela qual o Vasco só teve apenas cinco Presidentes nos últimos quarenta anos de história.

4ª) Ao contrário de todas as adversidades, a torcida do Vasco deve estar em peso no Maracanã nesse embate final. Dar força em busca desse título que na minha intuição virá, cantar os parabéns ao aniversário do Presidente Roberto e, “como sobremesa”, ainda ganhar do próprio como presente seu anúncio da não-candidatura à Presidência por sua parte para as próximas eleições, como forma de sair de forma mais digna de um mandato HORROROSO que nos levou a dois rebaixamentos em campo e a outros tantos institucionais.

5) Para refletir: esse lance a favor do Flamengo, ainda em 2010, resultou em pênalti sobre Léo Moura, gol de Adriano e derrota de nossa parte (Fonte:  ). O pênalti "Claro" (com patrocínio, inclusive) de ontem visto com detalhe exclusivo abaixo em que muitos não consideraram pênalti sobre Éverton Costa rendeu ao próprio um injusto cartão amarelo.

Pênalti "Claro"!

"A luta parece ser inglória, mas para os justos de coração, ainda que tarde a vitória é certa".

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