A opinião do Professor/a.

Muito além do Estádio: As possibilidades e o impacto da Revitalização do Entorno de São Januário

POR MARCELO PAIVA & PHILLIPI LABANCA

 

Caros amigos vascaínos,

À medida que se aproxima a Audiência Pública sobre o entorno do Estádio de São Januário, relacionada à ampliação e modernização deste equipamento esportivo, informamos que essa audiência está prevista para ocorrer no próximo dia 21 de agosto de 2025 (coincidentemente, no aniversário de 127 anos do Club de Regatas Vasco da Gama), com horário e local ainda a serem definidos.

O objetivo deste artigo é apresentar referências técnicas internacionais sobre revitalização de entornos de estádios e arenas, que podem servir de base para o projeto no entorno do Estádio de São Januário.

Vale ressaltar que este é um artigo técnico, que demanda tempo de leitura e tem caráter de referência sobre os temas abordados.

 

O antes e o depois de São Januário, segundo o projeto de reforma vigente. Fonte da imagem: Internet

 

Nesta próxima audiência, após as etapas anteriores já realizadas entre a Prefeitura do Rio de Janeiro, a Câmara Municipal e lideranças das regiões envolvidas no Potencial Construtivo (como audiências públicas, apresentação do projeto pela Prefeitura, votação e aprovação na Câmara, sanção da lei pelo Prefeito, formação da SPE – Sociedade de Propósito Específico – e reuniões com autoridades, comerciantes e moradores), será o momento de definir o que será feito no entorno de São Januário no que diz respeito à acessibilidade e mobilidade urbana, visando à integração com o novo estádio do Club de Regatas Vasco da Gama.

O CRVG, por meio de sua equipe técnica e diretoria, apresentará um estudo técnico nesta audiência, parte dele incorporando conceitos apresentados pelo Grupo Voluntário pela Revitalização do Entorno de São Januário (GVRESJ – VSJ) e por uma consultoria contratada pelo Clube. O objetivo é, junto das demais autoridades e interessados, definir as ações necessárias para atender às demandas de fluxo de pessoas e trânsito que surgirão com o estádio ampliado.

O GVRESJ – VSJ é formado pelos engenheiros civis Marcelo Paiva e Raimundo Almeida, pelo consultor de TI André Pedro, pelo advogado Marcus Simonini, pelo publicitário e profissional de Marketing Phillipi Labanca e pelo presidente da Câmara Comunitária de São Cristóvão Maurício Mendes. Esse grupo, em 14 anos de trabalho voluntário de excelência, contribuiu significativamente para agregar conceitos junto à Prefeitura e ao CRVG, sendo este um dos pré-requisitos para que a reforma de São Januário ocorra de forma adequada.

 

Estádio de São Januário Atual e seu Entorno
Fonte da Imagem: Internet

 

Como ficará o Estádio de SJ Reformado, com o seu Entorno Atual, que deverá ser Estudado e Revitalizado.
Fonte da Imagem: Internet

 

 

1) Revitalizações renomadas realizadas no mundo motivadas por diferentes fatores: urbanísticos, turísticos, gastronômicos, financeiros ou esportivos, de modo a contextualizar este artigo:

 

A) Puerto Madero: Buenos Aires – Argentina, década de 1990.

Antes: tratava-se de uma região portuária esquecida da cidade, marcada pela violência, prostituição, tráfico de drogas e ausência de ações públicas.

Depois: tornou-se uma área revitalizada e altamente valorizada, onde o metro quadrado das edificações alcança cerca de US$ 7 mil. Localizado ao lado da Reserva Ecológica Costanera Sur, o bairro adquiriu forte potencial turístico, passou a abrigar restaurantes de renome internacional e se consolidou como um dos principais centros financeiros, habitacionais e educacionais da Argentina.

Puerto Madero – Buenos Aires – Argentina
Fonte da Imagem: Internet

 

 B) Barcelona: Espanha, Olimpíada de 1992.

Antes: a cidade vivia de costas para o Mar Mediterrâneo, com praias degradadas e obsoletas, cortadas por uma via férrea que margeava grande parte do litoral, além de edificações em estado de abandono.

Depois: com as transformações urbanísticas realizadas para os Jogos Olímpicos de 1992, Barcelona se voltou para o mar, recuperou suas praias e requalificou toda a faixa litorânea, tornando-se uma das cidades mais visitadas do mundo.

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Barcelona – Espanha 
Fonte da Imagem: Internet

 

C) Lisboa: Portugal, Expo 98

Antes: a área portuária localizada no limite oriental da cidade, junto ao Rio Tejo, era ocupada por uma refinaria e apresentava um cenário de degradação e desvalorização.

Depois: a Exposição Mundial de 1998, cujo tema foi “Os Oceanos”, atraiu 11 milhões de visitantes e transformou a região em um novo polo urbano, conhecido como Parque das Nações. A requalificação trouxe investimentos culturais, turísticos, hoteleiros, residenciais e gastronômicos. Nessa área foi construído o segundo maior oceanário do mundo, consolidando a região como referência internacional.

 

Lisboa – Portugal
Fonte da Imagem: Internet

 

 

2) Outras importantes revitalizações e transformações urbanas:

 Criamos um “antes e depois” de alguns casos que são referência no mundo e no Brasil, com as respectivas datas e ponto principal do que se transformou:

 

No Mundo

  • Londres – Inglaterra: Docklands / Canary Wharf

Docks bombardeados e decadentes (anos 70-80) se transformaram em um novo distrito financeiro e residencial de alto padrão (anos 90-2020s).

  • Nova York – EUA: High Line / West Chelsea

Linha férrea elevada abandonada se transformou em um parque linear de 2,3 km que reativou o bairro e atraiu investimentos criativos.

  • Bilbao – Espanha: Abandoibarra / “efeito Guggenheim”

Cinturão industrial poluído se transformou em um waterfront cultural e de usos mistos ancorado pelo museu (1997 em diante).

  • Seul – Coréia do Sul: Cheonggyecheon

Córrego coberto por via elevada, ocorreu demolição da autopista (2003-2005) e restauração do rio-parque com queda de até aproximadamente 5°C no microclima do vale.

  • Hamburgo – Alemanha: HafenCity

Áreas portuárias antigas se transformaram em uma “cidade dentro da cidade” com moradia, escritórios e o Elbphilharmonie; entrega substancial prevista até 2025.

  • Londres – Inglaterra: King’s Cross / Coal Drops Yard

Terrenos ferroviários e armazéns degradados se transformaram em um bairro de 67 acres com moradia, parques e sedes corporativas (2000s-2020s).

  • Roterdã – Holanda: Kop van Zuid

Píeres e armazéns obsoletos no sul do Maas se transformaram em um novo polo urbano conectado pela ponte Erasmus, mudando a imagem da cidade (anos 90-2000s).

  • Medellín – Colômbia: Comuna 13 (eixo social-urbano)

Bairro marcado pela violência se transformou em uma infraestrutura social (bibliotecas, metrocable, escadas rolantes cobertas) e circuito cultural/turístico.

  • Cidade do México – México: Parque La Mexicana (Santa Fé)

Mina/aterro de entulho pós-1985 se transformou em um parque público de 29 hectares inaugurado em 2017, fruto de negociação “70% parque / 30% desenvolvimento”.

 

 

No Brasil

  • Rio de Janeiro: Porto Maravilha (Praça Mauá, Boulevard Olímpico, Museu do Amanhã)

Porto degradado se transformou em uma operação urbana de 5 km² com serviços, VLT, calçadas/ciclovias e novos ícones culturais (2009-2016+).

  • Belém: Estação das Docas / Ver-o-Rio

Armazéns portuários ociosos se transformaram em um complexo cultural e gastronômico à beira da baía, reaproximando a cidade do rio Amazonas.

  • Recife: Bairro do Recife (Recife Antigo) / Porto Digital

Zona portuária decadente se transformou em um polo de TI e cultura, com requalificação de armazéns, Marco Zero e novos equipamentos.

  • Salvador: Pelourinho (Centro Histórico)

Conjunto histórico degradado se transformou em um restauro e reocupação com usos culturais e turísticos (desde 1991-1993).

  • Porto Alegre: Orla do Guaíba (Trechos requalificados e Cais Embarcadero)

Beira d’água pouco acessível se transformou em parques, mobiliário e frentes ativas; equipamentos reabrindo após cheias de 2024.

  • São Paulo: Parque Raposo Tavares (sobre antigo aterro sanitário)

Depósito de lixo se transformou em um parque urbano pioneiro na América do Sul construído sobre aterro, com benefícios ambientais e sociais.

  • Rio de Janeiro: Aterro do Flamengo

(referência histórica de um projeto “brownfield-to-park” – que se refere à transformação de terrenos industriais ou comerciais abandonados ou subutilizados (brownfields) em parques públicos ou espaços verdes. Esses projetos visam revitalizar áreas negligenciadas, abordar questões ambientais e proporcionar benefícios à comunidade.) Aterro e via expressa projetados no pós-1960 se transformou em um grande parque público paisagístico de Burle Marx, palco de eventos globais (ex.: Eco-92, BRICS 2025, etc.).

 

 

3) Revitalização de Estádios/Arenas e seus Entornos/Arredores: um “antes e depois” no Mundo e no Brasil, que eram antigos/obsoletos/degradados e que viraram “motores de requalificação”, nas ruas e bairros ao redor e adjacências:

 

 No mundo:

 

Wembley Stadium & Wembley Park (Londres, Inglaterra):

Antes: Estádio antigo com pedway e entorno subutilizado, poucas opções comerciais.

Depois: Nova arena com “Olympic Steps”, Wembley Park revitalizado se transformou em um bairro novo de uso misto com moradia, comércio, parques e ruas reurbanizadas.

Ano da virada: 2007-2020s.

Ações no entorno: Alargamento de calçadas, melhorias na Olympic Way, prédios residenciais, áreas de lazer e integração com metrô.

Fonte da Imagem: Internet

 

 

Tottenham Hotspur Stadium (Londres, Inglaterra):

Antes: White Hart Lane obsoleto e High Road degradada.

Depois: Estádio multiuso moderno + plano urbano com parques, comércio, habitação (novos empreendimentos residenciais no quarteirão do estádio) e revitalização da High Road.

Ano da virada: 2015-2019.

Ações no entorno: Novos pavimentos, iluminação pública, fachadas comerciais ativas, integração ao transporte.

Fonte da Imagem: Internet

 

London Stadium (ex‑Olímpico) & Queen Elizabeth Olympic Park (Stratford, Inglaterra):

Antes: Cinturão industrial degradado no Lower Lea Valley.

Depois: Estádio olímpico reconfigurado para futebol em uso regular (West Ham), eventos e shows, novas ligações de caminhada/ciclismo, parque público, moradia e centros culturais (East Bank).

Ano da virada: 2012-2020s.

Ações no entorno: Novas vias, ciclovias, passarelas e transporte integrado.

Fonte da Imagem: Internet

 

 

Estadio Metropolitano (ex‑La Peineta – Madri, Espanha):

Antes: Instalação atlética subutilizada (fechada em 2004) e entorno vazio em bairro periférico.

Depois: Estádio moderno (Nova casa do Atlético de Madrid) com melhorias viárias, estação de metrô e áreas comerciais.

Ano da virada: 2011-2017.

Ações no entorno: Avenidas ampliadas, iluminação, urbanização de praças e plano para “cidade esportiva”.

Fonte da Imagem: Internet

 

 

Orange Vélodrome (Marselha, França):

Antes: Estádio antigo sem cobertura, estrutura envelhecida e entorno pouco atrativo.

Depois: Arena modernizada e coberta, novos negócios, shopping Prado integrados às frentes de rua e ao sistema viário local e nova área de lazer.

Ano da virada: 2011-2014.

Ações no entorno: Novos acessos, calçadas largas, zonas comerciais.

Fonte da Imagem: Internet

 

 

Soldier Field & Museum Campus (Chicago, EUA):

Antes: Estádio antigo cercado por “mar de estacionamentos”.

Depois: Modernização do estádio, criação de parque e integração com campus de museus.

Ano da virada: 2001-2003.

Ações no entorno: Enterramento de estacionamentos (vagas enterradas) sob “green roof”, 17 acres de novo parque, novas áreas verdes, passarelas, calçadas e conexão ao campus de museus junto ao lago.

Fonte da Imagem: Internet

 

 

Bluenergy Stadium / Stadio Friuli (Udinese)(Udine, Itália):

Antes: Pista atlética datadas afastando o público, arquibancadas antigas.

Depois: Estádio compacto e moderno integrado à malha urbana e plano “Stadio 2.0” para ampliar serviços no complexo e no bairro.

Ano da virada: 2013-2016.

Ações no entorno: Reurbanização de ruas vizinhas e criação de áreas de convivência.

Fonte da Imagem: Internet

 

 

Novo San Mamés (Bilbao, Espanha):

Antes: Estádio antigo com frentes pouco ativas.

Depois: Arena moderna integrada às ruas, praças e calçadões com fachada e circulações que “costuram” o entorno.

Ano da virada: 2010-2013.

Ações no entorno: Reurbanização e ativação comercial no entorno.

Fonte da Imagem: Internet

 

 

Aviva Stadium & Lansdowne Road (Dublin, Irlanda):

Antes: O antigo estádio de Lansdowne Road, inaugurado em 1872, era obsoleto, com estrutura de arquibancadas datadas, instalações limitadas e entorno pouco ativo, basicamente residencial e ferroviário.

Depois: Reconstruído e reaberto em 2010 como Aviva Stadium, com design moderno em vidro curvo e capacidade para eventos internacionais de rugby, futebol e shows. Houve melhoria da estação de trem (Lansdowne Road DART), reorganização de acessos de pedestres e modernização da iluminação e calçamento das ruas vizinhas.

Ano da virada: 2007-2010.

Ações no entorno: Reformas na estação ferroviária, novas calçadas e sinalização, integração com transporte público, zonas de convivência para dias de jogo, paisagismo e controle de tráfego nos dias de evento.

Fonte da Imagem: Internet

 

 

Croke Park (Dublin, Irlanda):

Antes: Estrutura parcialmente coberta, acessos estreitos e ruas adjacentes congestionadas em dias de jogo, com pouca atenção à experiência do pedestre.

Depois: Ampliação das arquibancadas, melhorias de acessibilidade, museu interativo da GAA, além de investimentos em ruas, iluminação e segurança no bairro Drumcondra.

Ano da virada: Reformas contínuas entre 1993 e 2005, consolidadas nos anos seguintes.

Ações no entorno: Melhoria de vias e calçadas, controle de tráfego em dias de evento, sinalização turística e fortalecimento do comércio local. Embora a revitalização tenha começado antes de 2010, ela impacta até hoje o entorno.

Fonte da Imagem: Internet

 

 

No Brasil:

 

Neo Química Arena – Itaquera (São Paulo, SP):

Antes: Zona leste carente de infraestrutura.

Depois: Estádio e “Polo Itaquera”, com melhorias viárias e transporte.

Ano da virada: 2011-2014.

Ações no entorno: Ampliação de vias, integração com metrô/CPTM, calçadas e comércio (processo contínuo).

Fonte da Imagem: Internet

 

 

Arena Fonte Nova (Salvador, BA):

Antes: Estádio antigo (Fonte Nova demolida após colapso em 2007) e entorno degradado.

Depois: Arena moderna aberta paisagística para o Dique do Tororó.

Ano da virada: 2010-2013.

Ações no entorno: requalificação de calçadas com acessibilidade, piso tátil, acessos e vias no miolo central, urbanização e áreas de lazer.

Fonte da Imagem: Internet

 

 

Mineirão & Esplanada (Belo Horizonte, MG):

Antes: Estádio envelhecido e antigo cercado por estacionamentos.

Depois: Modernização e criação de grande esplanada pública esportiva (80 mil m²)

Ano da virada: 2010-2013.

Ações no entorno: Integração com circuito Pampulha, pistas para pedestres e

ciclistas.

Fonte da Imagem: Internet

 

 

Beira-Rio & Orla do Guaíba (Porto Alegre, RS):

 Antes: Beira d’água pouco acessível.

Depois: Reforma do estádio e requalificação da orla.

Ano da virada: 2012-2020.

Ações no entorno: Novos parques, iluminação, ciclovias, mobiliário e frentes ativas até a área do Beira‑Rio; projeto reconhecido internacionalmente em 2025.

Fonte da Imagem: Internet

 

 

Maracanã & Bairro do Maracanã (Rio de Janeiro, RJ):

Antes: Estádio antigo com entorno saturado e infraestrutura precária.

Depois: Modernização para a Copa de 2014 e melhorias de mobilidade.

Ano da virada: 2010-2014.

Ações no entorno: Sistema BRT, intervenções nas linhas MetroFerroviárias, ajustes no sistema viário do eixo Maracanã/Tijuca (com debates sobre impactos e remoções) e acessibilidade.

Fonte da Imagem: Internet

 

 

 

4) Justificativa e comparação com o Entorno de São Januário:

Abaixo criamos um ranking comparativo e explicativo do mais parecido ao menos com a situação do entorno de São Januário, das referências de estádio e requalificação do entorno, que melhor espelham o caso de São Januário / São Cristóvão hoje: bairro denso, vias expressas (Av. Brasil e Linha Vermelha), conexão com a Zona Portuária/ Porto Maravilha, comunidade próxima(Barreira do Vasco colada ao estádio) e a proximidade de 5,4 km do Maracanã.

 

 

A) Tottenham Hotspur Stadium + High Road (Londres):

Por que é parecido: estádio encravado em tecido urbano popular, com comércio de rua (high street) cansado e déficit de investimento, exigindo acordos comunitários, habitação acessível e requalificação de calçadas/iluminação no raio imediato. O projeto trouxe moradias (incluindo acessibilidade), empregos locais, equipamento médico, praça pública e hotel, além de melhorar a High Road. Para São Januário, isso conversa diretamente com requalificação da Rua São Januário/Av. Roberto Dinamite, frentes ativas e programas formais com a Barreira do Vasco (emprego, qualificação e microcomércio).

O que copiar: pacote de benefícios vinculantes ao licenciamento (empregos locais; cota de moradia acessível; centro médico/comunitário); A rua do evento (no Match-day) bem tratada (asfalto novo, mobiliário, iluminação) e praça de chegada.

 

 

B) Queen Elizabeth Olympic Park + London Stadium (Stratford):

 Por que é parecido: não pela origem olímpica, mas pelo pós-legado: área previamente degradada recebeu parque, moradia (East Village), hubs criativos (Here East) e malha de vias/ciclovias. A lição é conectar o estádio a um distrito maior (no Rio, expansão do Porto Maravilha até São Cristóvão, já prevista em lei) com mobilidade sustentável e modais mistos.

O que copiar: costurar VLT/BRT + calçadas/ciclo do eixo Gentileza/Porto >> São Cristóvão >> São Januário; ativar frentes para modais de uso diário (não só no dia de jogo).

 

 

 

C) Wembley Park + “Olympic Steps” (Londres):

Por que é parecido: referência de porta de estádio: trocar estruturas ultrapassadas por grandes escadarias + elevadores, ampliando calçadas e criando 12 mil m² de espaço público novo, na via de chegada (Olympic Way). Em São Januário, serviria para organizar chegada/saída e criar platô público seguro entre a entrada tombada histórica e a rua.

O que copiar: placemaking de acesso (escadaria + elevadores + paisagismo + wayfinding), reforço de iluminação e zona livre de carros em jogos.

 

 

 

D) Arena Fonte Nova + miolo central de Salvador:

Por que é parecido: caso brasileiro central, com redesenho de vias, passeios, piso tátil, paradas e abertura paisagística ao Dique do Tororó, ou seja, microcirurgia urbana no raio do estádio, útil para ruas de São Cristóvão e entorno imediato da Barreira.

O que copiar: kit de acessibilidade (piso podotátil, travessias elevadas, rota acessível contínua estação-estádio), baías de ônibus/táxi e áreas de convivência com sombreamento.

 

 

 

E) Maracanã + eixo metroferroviário:

Por que é parecido: modernização atrelada a metrô/trem/BRT e manejo de público em bairro denso (Mangueira/Tijuca), a poucos quilômetros de São Januário; reforça a ideia de integração logística entre os estádios e protocolos de operação compartilhados. A distância prática aproximadamente de 5,4 km corrobora uma rede de acessos combinada.

O que copiar: plano operacional conjunto (sinalização integrada, rotas de ônibus/evento, contingência para jogos simultâneos), além de um programa Integrado com as empresas de transporte.

 

 

 

F) San Mamés (Bilbao) + frentes urbanas ativas:

Por que é parecido: substituiu um estádio antigo por arena plugada em praças/calçadões e ligada a um distrito requalificado (Abandoibarra). A morfologia (cidade densa, corredor fluvial/portuário transformado) dialoga com Zona Portuária do Rio.

O que copiar: fachadas ativas (comércio/serviços) no nível da rua, praças multiuso e integração de ciclovias rumo ao Centro/Porto.

 

 

 

G) Aviva Stadium (Dublin):

Por que é parecido: estádio encostado à estação DART e a bairro residencial, com requalificação de acessos de pedestres e gestão de Match-Day (dia do evento); bom paralelo para organizar chegadas via modais de transporte e conviver com o tecido residencial de São Cristóvão.

O que copiar: planos de vizinhança (janela de carga/descarga, ruído, horários), rota “estação >> estádio” com calçadas largas e iluminação.

 

 

 

H) Neo Química Arena (Itaquera):

Por que é parecido parcialmente: muito forte em integração com CPTM/Metrô e estruturação do Polo Itaquera; porém o contexto paulistano é periférico (menos parecido que São Cristóvão). Ainda assim, inspira hub intermodal e uso cotidiano.

O que copiar: intermodalidade (BRT/ônibus + metrô/trem), conexões cobertas, integração com terminais e comércio popular.

 

 

 

E quais as evidências locais e por que esses exemplos de fatos acima casam com o que ocorre no entorno do Estádio de São Januário?

  • Barreira do Vasco é a comunidade contígua ao estádio; integrar socialmente é imprescindível.
  • Acesso por Av. Brasil/Linha Vermelha e estação São Cristóvão são rotas usuais da população; há vasta sinalização orientando esse caminho.
  • Porto Maravilha já tem diretriz/expansão para alcançar São Cristóvão, abrindo janela para investimentos urbanos no eixo.

 

 

Resumindo esse ranking de afinidade com o entorno de São Januário:

  1. Tottenham/High Road: denso, popular, foco comunitário e da “rua‑evento”.
  2. QEOP/London Stadium: encaixe com Porto Maravilha (distrito maior + mobilidade ativa).
  3. Wembley/Olympic Steps: modelo de “porta do estádio” e fluxo.
  4. Arena Fonte Nova: acessibilidade e desenho de via no miolo central.
  5. Maracanã: sinergia operacional a 5,4 km.
  6. San Mamés/Bilbao: frentes ativas e ligação a distrito renovado.
  7. Aviva Stadium: estação ferroviária “na porta”, gestão com vizinhança.
  8. Neo Química Arena: intermodalidade forte, mas contexto periférico.

 

 

 

 

5) Conclusões e Considerações Finais:

 Como podemos observar neste artigo técnico, diversos exemplos apresentados de revitalizações realizadas em diferentes partes do mundo servem como referência e oferecem uma visão abrangente do que pode ser implementado no entorno do Estádio de São Januário. A aplicação de conceitos semelhantes poderá garantir a acessibilidade e a mobilidade urbana de forma satisfatória, beneficiando não apenas o clube, mas também uma região que, há mais de 70 anos, carece de ações públicas e privadas. Com a ampliação prevista, a capacidade do estádio deverá ultrapassar os 40.000 espectadores.

A imagem ilustrativa abaixo representa o projeto previsto para o entorno de São Januário quando o CRVG chegou a ser cogitado pelo COB como sede do Rugby durante a Olimpíada Rio 2016. Na época, o Comitê Organizador (Rio 2016), o COI e a World Rugby solicitaram que o Vasco apresentasse, até 31 de outubro de 2012, um projeto completo de reforma e garantias financeiras para adaptar o estádio e receber o Rugby sevens. O plano inicial incluía adaptar a arena existente, de 25.000 lugares, ou até mesmo construir uma nova com capacidade para 43.000 espectadores no mesmo local. Contudo, o clube não apresentou a documentação exigida dentro do prazo e a proposta foi oficialmente descartada.

Com São Januário fora da lista, os organizadores chegaram a avaliar o Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão), que já seria utilizado para o atletismo, mas optaram por realizar o Rugby sevens em uma arena temporária no Parque Olímpico de Deodoro, com cerca de 15.000 lugares. Assim, perdeu-se mais uma oportunidade relevante de modernização, já que a primeira havia ocorrido no Pan-Americano de 2007, quando o estádio também foi cogitado para receber competições olímpicas, o que igualmente não se concretizou. O resultado dessas duas perdas foi a construção e consolidação do Engenhão como alternativa para essas modalidades.

Segue abaixo a representação do projeto previsto pela Prefeitura do Rio de Janeiro, caso o Rugby tivesse sido realizado em São Januário. Com base no conteúdo deste artigo e nas diversas experiências de revitalização de espaços urbanos apresentadas, entendemos que este modelo seria o mais adequado para atender à revitalização do entorno, paralelamente à reforma e ampliação do estádio.

Imagem ilustrativa referente ao projeto previsto para a revitalização do entorno de São Januário, caso o CRVG tivesse sediado o rugby Rio 2016.
Fonte da imagem: Google e GVRESJ – VSJ.

 

Para concluir, esperamos que na audiência pública que se aproxima, as intervenções no entorno do Estádio de São Januário sejam definidas de forma a atender plenamente as necessidades. A reforma dobrará a capacidade nominal atual e pode até ultrapassar 45.000 espectadores. A acessibilidade e a mobilidade urbana não podem ser tratadas de forma superficial, pois isso poderia gerar problemas estruturais no entorno no futuro. Essas questões precisam ser discutidas, planejadas e executadas agora, antes do início das obras de ampliação.

Com um planejamento específico para a acessibilidade e a mobilidade urbana, garantindo a fluidez nos dias de evento, todos serão beneficiados com a reforma deste importante equipamento esportivo do Rio de Janeiro. O potencial de investimentos gerado para a região beneficiará o clube, os moradores, os trabalhadores, o bairro, a cidade e fomentará a cultura, o esporte e o lazer.

Agradecemos a atenção de todos que chegaram até o final deste artigo técnico. Este material foi elaborado para servir como referência ao meio vascaíno, ao poder público, ao Club de Regatas Vasco da Gama e à mídia e imprensa.

Nossas saudações vascaínas e que Deus abençoe este nobre propósito, que permitirá a requalificação de uma área histórica, esportiva e cultural que necessita de mais atenção e merece ser revitalizada de forma cuidadosa e estratégica.

 

 

 

Respostas de 16

  1. Muito bom em saber que ainda existem vascainos em Pró dos + carentes e isso também que o nosso estádio será um dos + modernos da América Latina!!!

    1. Obrigado, Allan pelo comentário!
      Este propósito é exclusivo para o CRVG e para a sua Imensa Torcida, que daqui a pouco, Deus nos ajudará a nos fazer Felizes novamente.
      O Estádio e o seu Entorno, ambos Revitalizados a contento, é um destes objetivos, para a Reconstrução do CRVG!
      SV

  2. Um material extremamente técnico e muito didático, sensacional!! O entorno de SJ necessita desta revitalização o quanto antes, não só pelo CRVG e muito por toda a comunidade da Barreira do Vasco. Parabéns aos amigos, pelo lindo trabalho e por tanta dedicação. Espero que muitos vascaínos tenham acesso a estas informações. Abs. SV.

    1. Muito obrigado, minha amiga Janaína. Este elogio vindo de uma pessoa conceituada, como você, associado aos dos demais Vascaínos Abnegados, são o “Combustível” para continuarmos em nosso Difícil Caminho Voluntário! O Entorno de SJ e a sua Reforma, não somente podem, como devem andarem juntos, visando o bem estar do CRVG, da região, dos moradores, da cidade, entre outros … , cujas Obras de Requalificação, abrirão o “Potencial de Investimentos”, numa Região Carente de Ações Público/Privadas, há mais de 70 anos. SV!

  3. Material rico em informações, que servirá de parâmetros e base de estudos para os construtores dessa futura obra, que será fundamental para o bairro e as comunidades locais, parabéns!

    1. Obrigado, Wilde! Faço das minhas palavras dirigidas acima, para a Janaína, as mesmas para ti! Você também é um Conceituado Escritor, no Meio Vascaíno e o que você comentou, é fato! O Objetivo desse Propósito é servir de Ajuda e Referência, para Agregar o Objetivo de Requalificar, Revitalizar essa Região Histórica, Cultural e Esportiva, da Cidade do Rio de Janeiro.

    1. Obrigado, Júlio César! Modernização e Revitalização, são as “Palavras Chaves”, para a nossa Torcida, para o CRVG e para a Região, para que este Nobre Propósito se torne Concreto. A nossa Abnegada Torcida MERECE essas Benfeitorias, assim como São Januário é uma Praça Esportiva Histórica (local da Homologação da CLT, palco de Jogos do Vasco Memoráveis, entre outros fatos), merece também, Linhas de Ações Altruístas! SV!

  4. Como sempre um belo trabalho informativo ao público vascaíno! Parabéns Marcelo e Phillipi! Trabalho de anos do grupo voluntário em prol não apenas do Vasco mas também daquela comunidade esquecida pelo poder público. Será que agora tudo isso sai do papel e vamos ter mais acessibilidade e mobilidade na região?

    1. Obrigado, André! Esta é a idéia de se atender a contento, não somente ao nosso amado CRVG, mas principalmente a uma Região Carente de Ações Públicas/Privadas, há cerca de 7 décadas, e que irá ser transformada com o Potencial de Investimentos, os quais darão uma nova dimensão a este local Histórico, Esportivo e Social.

  5. Material excepcional e muito educativo ! E é fundamental, além de modernizar com excelência o nosso estádio, pensar no entorno e na barreira. Espero que tenhamos, não só o apoio, mas a ação da prefeitura em favor do Vasco, dos moradores e comércios locais.

    1. Obrigado, Fernanda! É exatamente isto, que você sintetizou tão bem em seu comentário. O Vasco da Gama, a sua imensa torcida e os moradores locais, merecem a Potencialização de Investimentos, na Região. Ao Vasco Tudo!

  6. Excelente artigo técnico que ilumina muito bem a questão e tudo que precisa ser feito para a região e o estádio. Ótima análise de impacto urbanístico. Leitura necessária para todos os Vascaínos, moradores e comerciantes da região.

    1. Obrigado, Simonini! O seu comentário é “cirúrgico”, quando deduz que o nosso artigo mostram possibilidades concretas e existentes, ao longo do mundo, que servem de referência para o que poderá ser feito no Entorno de SJ. Como todos podem perceber, existem Soluções a contento, que impactarão positivamente os quesitos de Acessibilidade, Mobilidade Urbana e Bem Estar, desta Região Esquecida de Ações Efetivas.

  7. Excelente material! Temos visto muito se falar da reforma do estádio em si, mas sobre o entorno ainda muito pouco se fala ou mostra. Uma dúvida que me surgiu: o projeto de expansão e criação de novas vias “atravessando” a Barreira do Vasco pressupõe a retirada de moradias existentes ali e, por consequência, de seus moradores. Dessa forma, qual o plano para o remanejamento desses que seriam atingidos por essa intervenção? A prefeitura estaria disposta a encarar esse problema? É notório que situações que envolvem esse tipo de problemática são bastante complexos, até em casos de risco por exemplo, vemos muita resistência: 1 – do morador em sair do local e 2 – do poder público assumir a responsabilidade que deveria. Mais uma vez, parabéns pelo trabalho e pela preocupação em discutir um assunto que talvez seja nevrálgico no contexto da reforma de São Januário. Reformar o entorno é tão importante quanto o próprio estádio. Saudações Vascaínas!

    1. Obrigado João e uma Excelente Pergunta, a sua, que poucos se habilitam a responder. Tentarei exprimir as suas 2 dúvidas, a seguir: Em relação a possibilidade de haverem ruas novas, dentro da Barreira do Vasco (uma delas ligando São Januário a Av Brasil), conforme imagem ilustrativa no artigo, foi na época que o CRVG foi candidato a sediar o Rugby Rio 2016 e que acabou não ocorrendo este Esporte Olímpico em nosso Estádio. Obviamente hoje é uma outra realidade e que seria interessante, se esse projeto, saísse do papel. Pois permitiria, na Barrreira do Vasco, retificações de ruas, alargamentos viários, entrada de caminhões de entregas, entrada de caminhões de coleta de lixo, caminhões dos Bombeiros, Ambulâncias, entre outros serviços essenciais. Acabaria promovendo a realocação de alguns Moradores que fossem Impactados, para o mesmo lugar, no terreno da antiga Metalúrgica demolida e que são previstos construírem lá, cerca de 5 Blocos de Aptos Populares, com Escritura e os demais moradores da Comunidade sairiam da Condição de “Posseiros”, para “Proprietários”. Assim como, uma revitalização dos serviços de água e esgoto, visando dar Dignidade e Bem Estar aqueles Moradores, os quais muitos vivem de Comércios em dias de Jogos do Vasco da Gama. Claro que este seria o “melhor dos mundos”, para todos! Mas a pergunta que fica: Será que o Poder Público, na sua visão Técnica e Financeira, destinaria uma verba para estas demandas? Isto se Chama “Regularização Fundiária”! Também será necessário, talvez mais provável, o Alargamento da Rua Ricardo Machado, de modo a promover a contento, a Acessibilidade e a Mobilidade Urbana, não somente ao estádio de SJ, mas principalmente, aos Moradores que necessitam de Ações Públicas/Privadas, nesta Região. Que a próxima Assembléia Pública, que irá Iniciar e Definir o que será feito no Entorno de SJ, possam “Sentarem a Mesa”, a Prefeitura, o CRVG, os Torcedores, os Moradores Locais, os Comerciantes e outros Interessados, para que juntos possam chegar a um Denominador Comum, dentro do Bom Senso. Se houverem até alguns poucos Impactos “Negativos”, não desejados, que TODOS tenham da Ciência, do Potencial de Investimentos que irá ocorrer com a reforma de SJ, nesta Região Esquecida de Ações Públicas, há mais de 70 Anos, irão proporcionar o Bem Estar e Qualidade de Vida, com a Revitalização da Acessibilidade, Mobilidade Urbana, Requalificação na Educação (Novas Escolas e Creches), na Saúde (Melhoria dos Postos de Saúde e novos a serem feitos), Transporte (Melhorias com Novos Ônibus, assim como Integração com Trens, Metrô, BRT, etc …), Segurança (Uma Área Valorizada, melhora a Segurança Pública), Lazer (Novas Praças), Iluminação Pública a Contento (Melhora a Segurança Local e o Bem Estar), Cultura (Novas Feirinhas e Atividades Culturais nas Praças), Comércios Diversificados (tanto em dias de jogos, como também nos dias sem jogos), etc … . Que HAJA VONTADE POLÍTICA, de todas as partes, PARA TUDO ISSO ACONTECER! Espero ter ajudado e o meu abraço!

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