ELAS & O PROFESSOR
POR LUIZ CARLOS ROCHA
A entrevista de agosto de 2026, com Adriana Rangel Macrini de Souza é dedicada a minha maior fonte de inspiração poética, e minha razão de querer viver, minha filha Úrsulla Rocha.
ADRIANA MACRINI, empresária, 43 anos, vivendo em união estável, mamãe da Helena de 12 anos e da Aurora de 4 anos, de religião católica, do signo de Escorpião, moradora de Itaipu, em Niterói/RJ. Nas horas vagas, a vascaína se dedica em ficar com as filhas, pois trabalha muito e o tempo que sobra é dedicado as pupilas. Sua Escola de Samba do coração é o Acadêmicos do Salgueiro. Afirmou não ter prato predileto, pois adora todas as comidas.
Você acredita na conquista dos títulos da Copa do Brasil e da Copa Sul Americana?
Acreditar no Vasco tem sido um exercício nos últimos tempos, mas eu sempre vou ter esperança. Enquanto estiver disputando, acredito nos dois títulos. Vascaíno é assim: sofre, reclama, mas não deixa de acreditar.
O Vasco da Gama permanecerá na Primeira Divisão do Brasileirão em 2027?
Claro que vai! Se eu começasse a imaginar o Vasco caindo, nem poderia me chamar de vascaína. A situação merece atenção, claro, mas o rebaixamento não passa pela minha cabeça. Eu acredito na reação.
O Cruzmaltino vai muito bem na Copa do Brasil e na Copa Sul Americana, mas vai muito mal no Campeonato Brasileiro. Esse tropeço se dá em função da nomenclatura das competições citadas ou é mera coincidência?
Mera coincidência, pelo amor de Deus! Mas, se o problema for o nome, ano que vem a gente chama de Copa Brasileira e vê se resolve. Brincadeiras à parte, mata-mata e pontos corridos são competições bem diferentes.
O Gigante da Colina acertou ou errou contratando o atacante Facundo Colidio?
Nos últimos tempos, toda contratação nova chega com aquela expectativa de ser “a solução”. Colidio tem qualidade, experiência no River e versatilidade no ataque. Já mostrou coisas boas. Estou no tradicional modo vascaíno: agora vai!
O volante Santiago Sosa é realmente um atleta diferenciado?
Pelo currículo, parece que sim. Foi capitão do Racing, campeão da Sul-Americana e da Recopa, tem liderança e boa leitura de jogo. Agora precisa confirmar isso com regularidade no Vasco. Mas chegou com credenciais muito boas.
Podemos dizer que Thiago Mendes hoje é o coração do time vascaíno?
Eu diria que ele é um dos termômetros do time. Tem experiência, personalidade e participa bastante do jogo. Às vezes até personalidade demais. Mas hoje é, sem dúvida, uma peça muito importante.
O atacante David foi surpreendido pela Polícia Civil /RJ, e levado para delegacia para prestar depoimentos sobre um possível envolvimento com tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro. Isso prejudica a imagem do Gigante da Colina?
Esse é um assunto sério. Primeiro, é importante dizer que ele não foi preso: foi alvo de busca e apreensão dentro de uma investigação. Claro que qualquer situação desse tipo envolvendo um jogador gera repercussão para o clube, mas precisamos respeitar a investigação e a presunção de inocência. O Vasco deve colaborar e aguardar os fatos.
Pedro Emanuel que assumiu o comando do Vasco, após a Copa do Mundo, com o plantel totalmente perdido, está aos poucos colocando o time no eixo. É sorte ou ele tem o elenco nas mãos?
Treinar o Vasco já devia valer adicional de insalubridade. Mas não acho que seja só sorte. O time começou a mostrar mais organização, alguns jogadores melhoraram e os resultados nas Copas vieram. Acho que ele está conseguindo conquistar o elenco. Se tiver um pouquinho de sorte junto, melhor ainda!
O volante Thiago Mendes têm equilíbrio e personalidade para ser o capitão vascaíno, ou há outro jogador mais bem preparado?
Tem personalidade para isso, sem dúvida. O desafio é equilibrar essa intensidade quando o jogo esquenta. Santiago Sosa também tem perfil de liderança e já foi capitão do Racing. Hoje eu manteria Thiago, mas vejo Sosa como uma ótima opção.
Edmundo é candidato a deputado federal, pelo PSDB do Rio de Janeiro, declarando ao Poder Público um patrimônio de R$ 16 milhões. Com certeza não é pelo salário de parlamentar que ele concorre. Na sua opinião, qual é o real motivo da candidatura?
Primeiro, descobri agora que ele realmente é candidato. Com um patrimônio declarado de R$ 16 milhões, dificilmente imagino que seja pelo salário. Quero acreditar que seja para contribuir com sua experiência e seus valores. Ele também tem um enorme capital de identificação com o futebol e com o Vasco. Agora, transformar torcida em voto é outro campeonato — e nesse não tem VAR!
Thiago Mendes por seu temperamento explosivo e talento irretocável, pode ser considerado o novo “Animal” de São Januário?
No temperamento, até dá para fazer alguma comparação. Mas chamar de novo Animal ainda é cedo. Edmundo foi uma referência técnica, histórica e emocional gigantesca para o Vasco. Thiago Mendes ainda precisa construir essa história dentro de campo.
Thiago Mendes acertou ou errou em não ter apertado a mão de Neymar, na partida contra o Santos, uma vez que ele como capitão representava uma instituição centenária?
Na minha opinião, errou. Ele não precisa ser amigo do Neymar, mas naquele momento era o capitão e representava uma instituição centenária. Espírito esportivo e profissionalismo também fazem parte do futebol. Eu, como vascaína, apertaria a mão. Depois que a bola rolasse, aí sim poderia disputar cada centímetro do campo.
FOTOGRAFIAS FORNECIDAS PELA ENTREVISTADA.


